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Redação na escola - Artigo 4


Correção de redação na escola
por Cristina Ramos


A correção indicativa: ocorre na maioria esmagadora dos casos pesquisados. Todos os professores fazem uso dessa estratégia, com maior ou menor frequência. Nesse tipo, as correções ocorrem tanto na margem do texto do aluno (conforme Serafini), como no próprio corpo da redação (como encontrei nos textos analisados). São estratégias indicativas no corpo do texto:

o professor circunda (ou sublinha) a palavra em que ocorre o problema;
o professor circunda (ou sublinha) a sequência de letras onde se localiza o problema;
o professor circunda (ou sublinha) a forma problemática;
o professor traça um "X" no local de ocorrência do problema;
o professor traça sinais acompanhados de expressões breves, na sequência linguística próxima à ocorrência do problema.

São estratégias indicativas na margem do texto:

o professor traça um "X" na direção da linha onde ocorre o problema;
o professor traça um asterisco, na direção da linha onde ocorre o problema;
o professor traça linha(s) vertical (is) paralela(s), chave(s) ou colchete(s), na direção do trecho onde ocorre o problema.

Agora é possível dizer em que consiste a correção indicativa: é simplesmente apontar, por meio de alguma sinalização (verbal ou não, na margem e/ou corpo do texto), o problema de produção detectado. Por uma questão de rigor metodológico, eu não diria (conforme disse Serafini) que nesse tipo de correção o professor "altera muito pouco", simplesmente porque ele "não altera nada", somente indica o local das alterações a serem feitas pelo aluno.

Esse é o tipo de correção mais largamente empregado pelos professores-sujeitos, seja como único recurso de correção, seja como reforço às demais formas interventivas.

A correção resolutiva: segundo Serafini (1989:113), consiste em reescrever todos os erros, reescrevendo palavras, frases e períodos inteiros. Nela, o professor realiza uma delicada operação que requer tempo e empenho, isto é, procura separar tudo o que no texto é aceitável e interpretar as intenções do aluno sobre trechos que exigem uma correção; reescreve depois tais partes fornecendo um texto correto. Neste caso, o erro é eliminado pela solução que reflete a opinião do professor.

Encontrei muito pouco desse método de abordagem no conjunto de redações analisadas. E assim como pude verificar nas correções indicativas, nas de cunho resolutivo há uma variação na forma de intervenção que vale a pena ser mencionada. De um modo geral, elas se concentram mais no corpo do texto do que na margem ou "pós-texto".

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